
Che queria conhecer as pessoas, humanizar a política e libertá-la do seu conteúdo meramente teórico ou programático, «unir» as pessoas (talvez daí a utopia), apostar na educação, liberdade e justiça social, tema tão caros e controversos ainda hoje na política contemporânea.
Ele quebrou todas as convenções hipócritas, aliás como se vê no filme, ele apertava as mãos dos leprosos directamente e sem luvas, ao contrário de toda a gente, mesmo sabendo-se, de senso comum, que a lepra não era contagiosa. Mas tenho para mim que Che não era utópico - era um idealista: ele acreditava no ser humano e que tudo o que pensava se podia pôr em pratica, talvez, através duma consciencialização social ou duma revolução de mentalidades. Mas era possível e, aliás, todo o seu discurso revolucionário apontava nesse sentido.
Os Diários de Che Guevara é mais do que um filme. É uma viagem. É «a» viagem que mudou Ernesto Guevara tornando-se Che Guevara, o ícon, o símbolo politico, o rosto mais estampado nas t-shirts e bandeiras de todo o mundo.
É impossivel ver este filme e não nos sentirmos um pouco idealistas e sonhadores e, sobretudo, com uma enorme vontade de viajar e mudar as coisas. A começar por nós mesmos.
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