31.7.06

E....Trainspotting, o filme visceral de Danny Boyle!


Trainspotting, 1996. E o mundo do cinema nunca mais sería o mesmo. A vida é uma escolha. Ou não? Ouvir aqui a música de abertura.

Cinefilia: 3 filmes a não perder!

Old Boy, o filme-choque de 2003. Cinema violento no seu melhor.

Um Violino no Telhado, absolutamente brilhante. Um musical de Norman Jewison de 1971. Para ver e rever a cena onde Topol canta a famosa música "If I Were a Rich Man". Filme obrigatório.

Primavera Verão Outono e Inverno...e Primavera de Kim Ki-Duk. Inocência, sabedoria e Budismo. Para ver e reflectir.

Regras de Ouro (4??????)

Arbeit Macht Frei, que em Português quer dizer "O trabalho traz liberdade" ou "O trabalho libertar-te á", era o "slogan" afixado pelos Nazis à entrada dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau e foi objecto de múltiplas interpretações. Há duas principais: a literal, que diz que quem trabalhar será libertado, o que pode traduzir-se como falsa propaganda Nazi, pois os campos de concentração eram campos de extermínio disfarçados de «campos de trabalho» e o objectivo não era libertar ninguém, excepto da "existência física"; e a interpretação metafórica, ou mística, ou filosófica, que diz que através do trabalho intenso e sacrificial per si todo o indivíduo pode atingir uma certa "paz" e "liberdade espiritual interior". Em suma: que o trabalho é o maior benefício da humanidade, prendendo-a a si e ao mesmo tempo libertando-a de tudo o resto que podería afligi-la.
E depois há a minha interpretação: O trabalho não libertava os judeus nos campos nazis, nem "dos" campos nazis, nem no sentido literal nem no sentido metafórico: apenas libertava-os de irem parar às cameras de gás «tão depressa» como os outros. Trabalhar era o único meio de adiar a morte no regime nazi, que dividia toda a gente em trabalhadores "essenciais" e "não essenciais", saudáveis e doentes, velhos e novos - em suma: os que podiam trabalhar e os que não podiam. Isto no início, claro, porque a partir de 1942, com a declaração oficial do holocausto, aparentemente, decidiu-se que o «trabalho» já não libertava ninguém, chegando à conclusão que somente a morte «libertaria» os judeus (leia-se, do regime nazi).
Mas para todos os efeitos, aceitemos a verdade universal de que o trabalho liberta mesmo e admitamos que sim, que o «slogan» tinha a sua razão de ser e que o trabalho libertou-os mesmo. Mesmo que por um breve período de tempo, sim, libertou-os. Mas reduziu-os a pouco mais do que nada, meros farrapos humanos, sem dignidade nem esperança, mesmo antes de chegar, por decreto oficial, a verdadeira liberdade que, essa, sim, estava mais lá dentro do campo, ao fundo, nas câmeras de gás...

Regras de Ouro (3?)

Tenho andado a ler alguns livros de ética e regras de cortesia da antiguidade clássica, nomeadamente de inspiração judaico-cristã, sempre na tentativa de encontrar semelhanças e contrastes civilizacionais com a actualidade. A conclusão é, no mínimo, espantosa e de deixar-nos de boca aberta. Veja-se um exemplo sobre regras de educação judaicas, encontradas no livro Encontros de Roberto Badenas, em rodapé, na pág.103: «Não fales demasiado tempo com uma mulher...Nem com a tua nem, muito menos, com a do próximo». Vejo aí um sobrolho a levantar-se. Mas vejamos o que dizía um contemporâneo de Jesus, Fílon: «As mulheres devem ficar sempre em casa e viver retiradas. As jovens devem conservar-se nos aposentos interiores sem ultrapassar os limites da porta de comunicação (com as divisões a que os homens têm acesso). E as mulheres casadas não ultrapassarão a porta do pátio...para se subtrair por pudor aos olhares dos homens, mesmo dos seus parentes mais próximos.»

Muito difíceis eram os engates na altura.

Regras de Ouro (2)

Perguntei a um amigo se estava a pensar casar. Ele simplesmente respondeu: "Para quê comprar a vaca, quando se tem o leite de graça?"

Regras de Ouro (1)

Quem não se sente amado é porque também não está a amar ninguém, um bocadito que seja. Como diz a minha mãe: "Mãos que não dáis, porque esperais?"

30.7.06

Shakespeare & Company: O último Hotel "Beat"


Shakespeare & Company, uma livraria parisiense de literatura inglesa, com quatro andares, camas improvisadas por toda a parte, uma cozinha cheia de baratas, tem sido ao longo de mais de 50 anos local de encontro de escritores Beat, aberta ao público por George Whitman em 1951, o eremita, o bicho do mato, o genial anarquista que durante 50 anos acolheu viajantes, visitantes, mais conhecidos por "tumbleweeds", vagabundos, diletantes, escritores e candidatos a escritores, chegando alguns a ficar durante anos. A livraria serve de palco para pôr em prática a sua utopia socialista de cultura literária boémia.
Mais de 50 mil pessoas já passaram por ali, dormiram ali e ali muitos poetas e intelectuais fizeram a sua «escola». Ali foram dar escritores da conhecida Lost Generation tais como Hemingway, Joyce, Pound, Stein e da Beat Generation como Ginsberg, Corso, Burroughs. Até Henry Miller, que classificou a livraria como "a wonderland of books".


Shakespeare & Company, mesmo junto ao Seine, sob o olhar da Notre Damme.

Ernest Hemingway na livraria, em 1921. A livraria aparece muitas vezes mencionada no seu livro A Moveable Feast.

Sylvia Beach, proprietária da Shakespeare & Company entre 1919 e 1941, até ser reaberta por Whitman em 1951, com James Joyce, antes da publicação de Ulisses pela mesma em 1922, livro banido até então na Inglaterra e na América. Toda a documentação de Joyce, incluindo manuscritos, cartas, ensaios está contida no que veio a ficar conhecido como "The Sylvia Beach Papers".

29.7.06

Etiquetas e manias!

Teste os seus conhecimentos em etiquetas e boas maneiras à mesa. É só seguir este jogo.

Boas maneiras à antiga!

"Um homem nunca deve andar com a cabeça levantada para não aparecer arrogante, nem demasiado curvado como se fosse aleijado, nem menear-se demais como se fosse efeminado, nem correr em público, para não dar a impressão de ter falta de seriedade. Deve olhar mais para baixo como se estivesse a orar, e andar com passo decidido, como se fosse tratar de um assunto importante." (Maimonides, Yad. Deot 5:8)
Antiga regra judaica

28.7.06

Maior segurança rodoviária!


É sabido que o seguro morreu de velho. No entanto acho que nem assim....

27.7.06

Cinefilia: Conan



Conan The Barbarian (1982) e Conan The Destroyer (1984). 2 filmes de culto. Conan, the Cimmerian: doses maciças de músculos, solitário, destemido, sentido e estilo de vida completamente iconoclastas. Um Super Herói a revisitar e a reabilitar pela moderna cinefilia.

Red Sonja é para esquecer.

Saudades em dedicatórias!

Para o Pedro Azevedo, o melhor filme de sempre.
Para o Tóni Cardinal, os bons velhos tempos da nossa onda rap.
Para o Manuel Santos, idem aspas.
Para o Tozé "The Punk-Rocker" Mota, a melhor série infantil de sempre.

Para a Márcia, a nossa música.

E para a minha família do Brasil, a música da nossa passagem de ano no Rio, nos '90s, entre Chopps e Picanha, e muita, muita alegria.

26.7.06

O Inferno! (Parte 3)

O Inferno! (Parte 2)

Como não sei o que é estar casado, para mim o Inferno são as praias no Verão. Aquilo, sim, é um cenário perfeitamente dantesco: centenas de pessoas juntinhas, quase coladinhas, 40 graus à sombra, famílias inteiras a torrar ao sol, expondo o nalguedo gorduroso ao relento da maresia, de tanto besuntado que está com o bronzeador comprado na loja dos 300 e todos a escarafunchar a marmita dos rissóis, tipo perdigueiros enjaulados, partilhando entre eles aquelas Sprites de 2 litros, alternando entre eles - desde o neto ranhoso da fralda acastanhada ao avô tresloucado que só sabe dizer para as "gajas" do lado "ai que belas padarias"- o côro de arrotos a imitar o alfabeto latino.
Depois há sempre aquele puto perdido, já com ranho seco no queixo, misturado com tulicreme, a chamar pelos pais; há sempre aquele casal de namorados pegajosos que se beijam o dia todo ao estilo ventosa e que só desgrudam as beiçolas quando chegam a casa, com o condutor do autocarro a atirar-lhes, pela 6ª vez seguida, um balde de água fria, como se fazia antigamente aos cães no cio, indo cada um para seu lado a ganir baixinho.
Depois há sempre aquele grupo de jovens que têm a puta da mania que são uns "ases" no Beach Volley e que passam a vida a pedir "imensa desculpa" sempre que a bola parte a cana do nariz à pobre velhinha viúva que está a fazer malha mesmo pertinho daquele esgoto a céu aberto que a Câmera Municipal já anda a "tentar resolver" há décadas.
Depois há sempre aquele pai austero, calvo e de bigode oitocentista que está a tentar ensinar o puto mais novo a nadar, mas sempre com um olho no "pacote" da boazona intelectual que está deitada de barriga para baixo a ler Margarida Rebelo Pinto. E, por fim, há sempre, mas sempre hã?, não estou a brincar, aquele casal de velhotes que estão sistematicamente a queixar-se do calor e que estavam melhor em casa a regar o campo das cebolas.
A única parte boa deste "Inferno" é que há sempre, mas sempre e graças a Deus, aquele par de Suecas a fazer topless, expondo as mamitas tipo ovos estrelados ao sol abrasador, enquanto passam óleo Johnson uma na outra e que nos leva a pensar, que, enfim, nem tudo está perdido.
Sendo assim, como transformar uma praia destas num Paraíso?
Aceitam-se sugestões.
A minha é sempre a mesma: infestar as águas com tubarões suficientes para levar toda a gente a sair dali para fora a bater com os calcanhares no pescoço e ficar só eu e as Suecas toda a santa tardinha a jogar aquele «jogo» que os homens e as mulheres jogam uns com os outros quando estão nús - como é que se chama? Aquele jogo que, se correr mal para ambas as equipas, só se sabe o resultado 9 meses depois?

O inferno! (parte 1)

Perguntaram-me se eu sabia o que é o inferno. A resposta, caros amiguinhos, é mais do que óbvia. Só sei o que é o Paraíso. Ora, sabendo eu que o Paraíso é, nada mais nada menos que, ficar fechado durante 2 meses, ao puro estilo Big Brother, na mansão da Playboy, com todas as Playmates do ano, sempre a «bombar» de manhã à noite, ao estilo "vira-porca-vai-porca-vira-porca-vai-porca", alternando 2 loiras por cada 5 morenas só para "desenjoar", apenas parando durante 15 segundos para respirar bem fundo, comer uma bucha de focinho de porco, ir à janela do quarto e ver chegar um camião género da TIR com 4 atrelados, carregadinhos de Viagra, toalhas e toda a sorte de bebidas energéticas, incluíndo 6 barris de Redbull, fui obrigado a concluir que o Inferno é tudo o resto que não está incluído no que acabei de dizer.
Chega?