Tricky - Past Mistake. Ouvir aqui.
I realize
There's no compromise
Through lying eyes
My love for
Just wasn't there
Even though I care
Did I hurt you bad
Did I make you sad
I know I paid
That's why I'm alone today
Just me, myself
No mental health
My mistake
Overtakes
Your love's overgrown
My love
My love, my love
My love for you
My love, my love
My love for you
Now I wonder why
Until we die
And then
Upon your praise
Hope Jesus come
To kill the one
I feel again
I love you then
Oceans of time
I've crossed to find
I found you
I will find you
But it's not my time
My time to take
For Mina's sake
My lover's soul
My love, my love
My love for you
My love, my love
My love for you
'Til it burns my soul
Burns my soul
Burns a hole
My love, my love
My love for you
My love, my love
My love for you
10.4.12
Quando nos Apaixonamos (Crónica do MEC)
Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a apaixonar-nos, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca na mão ou diz que foi bom ver-nos, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se quer dizer alguma coisa — ela levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta. E, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois. Lembro-me, quando comecei a apaixonar-me pela Maria João, da exaltação e do desespero que traziam essas importantíssimas banalidades. Lembro-me porque ainda agora as senti. Não faz sentido dizer que estou apaixonado por ela há quinze anos. Ou ontem. Ainda estou a apaixonar-me.
Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (14 Fev 2012)'
Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (14 Fev 2012)'
4.4.12
Mente e Coração - Sim ou Não?
"Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." Mateus 5:37.
Mas será que ainda gosta de mim? Por onde anda? O que será que anda a fazer? O que será que quis dizer com aquilo? Porque é que ela não responde? Porque é que ela não me diz nada?Porque é que ela fala tanto?
Mas será que ainda gosta de mim? Por onde anda? O que será que anda a fazer? O que será que quis dizer com aquilo? Porque é que ela não responde? Porque é que ela não me diz nada?Porque é que ela fala tanto?É engraçado como a nossa mente demora tanto tempo a tentar resolver um problema amoroso quando o nosso coração consegue sempre resolver em segundos.
Porquê?
Porquê?
Porque o cérebro tem uma linguagem humana e o coração tem uma linguagem divina. O primeiro percebemos sempre, seja verdade, seja mentira; o segundo nem sempre percebemos e, quando tentamos perceber, não aceitamos a resposta que nos dá. Um coração nunca faz perguntas e quando as faz é só para tentar obter uma resposta de Sim ou Não.
Um coração só sabe dizer Sim e Não.
Mais nada.
E é por isso que toda a gente tem medo de seguir o que o coração diz. Ninguém consegue viver só com um sim e um não como resposta. Toda a gente procura uma verdade, um porquê, uma razão, um sentido e a mente consegue iludir-nos a pensar que existe mais qualquer coisa no Amor, mas a verdade é que não existe mais nada.
Só existe aceitação e silêncio. No amor só existe o Sim e o Não. É essa a verdadeira libertação e alegria.
- "Amas-me? - Sim!";
- "Amas-me? - Não!.
Não chega?
3.4.12
The Navigator (cinefilias)!
2.4.12
1.4.12
Lembras-te? (desenho de Susana Nunes)
O Simão e a Ritinha estão zangados há 5 meses. Têm ambos 8 anos. Ela é mais velha um mês. Parecendo que não, é relevante! Em caso de provocação, o que acontece a toda a hora, respondem um ao outro sempre a mesma coisa: «Ó, vai-te embora». Na aula de Desenho, calhou estarem juntos na mesma carteira.- «Empresta-me um marcador», pede o Simão, mas sem levantar os olhos do caderno. Não é agora que ía dar parte fraca e olhar nos olhos dela. Só é corajoso quando vale a pena, tipo pegar numa lagartixa e atirar às meninas na hora do lanche.
- «Ó, eu não empresto marcadores a hipopótamos feios e desdentados», diz ela, muito alto e rápido, escondendo o marcador debaixo do livro. "Pede à tua «amiguinha», ela deve ter muitos, ou ela só tem dinheiro para gelados e rebuçados?" No fundo da sala, uma menina chamada Carlota corava que nem um pimento assado. A Ritinha faz-se forte, sempre foi forte, mesmo quando ouvía as amiguinhas no recreio a chamarem-lhe «badocha».
- «Pronto, está bem, eu vou pedir à...»
- «Ó, não é preciso, eu tenho muitos, escolhe um, ou dois, olha, leva-os todos... fogo, que chato», remata ela, e atira 10 marcadores para o lado da mesa dele, caíndo quase todos ao chão. A turma toda ri. «Calados, meninos», berra a professora.
- «Ó, não é preciso, eu tenho muitos, escolhe um, ou dois, olha, leva-os todos... fogo, que chato», remata ela, e atira 10 marcadores para o lado da mesa dele, caíndo quase todos ao chão. A turma toda ri. «Calados, meninos», berra a professora.
O Simão pega no vermelho e no azul e rabisca durante a aula inteira. Não trocam mais palavras. Ela ainda tenta olhar para o desenho dele, mas ele, de repente, respira bem fundo, como se fosse um pequenino touro quase a entrar para uma arena. Desiste. «Deve ser uma bela porcaria, também...»
Mas de repente sente-se magoada, posta de lado. Ele nem sequer olhou uma vez para o desenho dela, um pequeno colibri verde e vermelho e uma flôr amarela. Nem ela própria sabe que flôr é, está tão mal desenhada que mais parece uma mosca amarela depois de ser atropelada por um camião. O Colibri mais parece um piriquito com epilepsia.De repente toca para sair. Na porta da saída para a rua estava o Simão com o desenho na mão direita. A Ritinha chega-se ao pé dele. Já ía virar costas e fugir mas... mas... "mas porque é que ele olha para mim desta maneira?", pergunta-se ela e decide olhar para o chão, como se estivesse à procura de qualquer coisa.
Sem dizer uma palavra, o Simão aproxima-se dela, entrega-lhe o desenho e foge a correr para casa. «Parece parvo», pensa a Ritinha, e olha para o desenho.
No final da página, por debaixo do desenho, tem uma frase escrita, com a letra meio escorrida, como se tivessem caído duas gotas de água em cima das palavras.
No final da página, por debaixo do desenho, tem uma frase escrita, com a letra meio escorrida, como se tivessem caído duas gotas de água em cima das palavras.
No dia seguinte deram o primeiro beijo.
12.3.12
7.12.11
O Espírito da Paz!
18.10.11
Ai as saudades que eu tenho do Facebook!
Para o bem ou para o mal, o Facebook (FB) veio subverter tudo. Virtualiza amizades que nunca existiríam na vida real, perpetua relações socias que, por circunstâncias várias (fim da escola, mudança de emprego, de região, etc.) já deviam ter acabado e dá início ou reata relações amorosas que o normal curso de vida já tinha posto fim. Na vida chamada normal, é suposto não sabermos o que fazem os nossos amigos, onde estão, com quem estiveram no Sábado à noite, para onde foram nas férias. É por isso que o reencontro era sempre bom, para sabermos novidades do tipo «mas afinal onde é que foste nas férias do verão?» Agora com o FB toda a gente sabe. É suposto nunca mais sabermos das nossas ex-namoradas, mas lá temos que gramar as depressivas fotos delas com as amigas no facebook, de caipirinha na mão, vestindo sempre a mesma inefável mini-saia tipo-leopardo e uma t-shirt com o dístico habitual "Mamã eu quero!" e discutindo entre si sobre qual delas é a menos cliché da noite. Ainda sou do tempo em que a distância, o silêncio, a ausência, a expetativa, e um certo tédio também, faziam não só parte da vida mas eram os cimentos de qualquer relação social dita normal. Era suposto estarmos juntos e separarmo-nos durante um tempo, sem sabermos nada uns dos outros para depois, então, reencontrarmo-nos para matar saudades e recomeçar.
Não é suposto sabermos tudo a todo o tempo de toda a gente que se conhece. George Orwell, no famoso livro 1984, já nos tinha alertado para o fato de uma sociedade onde tudo é transparente é uma sociedade totalitária.
O que é que nos move para isto então?
Será a vontade de ser popular? Ser famoso? Ser visto ou ser relembrado? Encontrar ex-namoradas ou amigos da primária? Fazer novos amigos? Andar à «caça»? Causar inveja social, do tipo: «Eu estou aqui! Eu estou aqui! Ó para mim nesta praia em Cancún, a fazer um menáge com golfinhos, enquanto equilibro uma caipirinha nos queixos!» Será concerteza tudo isto e mais do que fazer amigos, os frequentadores do FB querem um auditório atento e um público com um QI suficiente para se deixar impressionar pelas fotos da lua de mel no México.
A meu ver, a resposta mais imediata é esta: O que move o ser humano mais incauto a chafurdar nestas lamas infetas do FB é, pura e simplesmente, o terror ao anonimato.
O FB institucionalizou a noção de que não é suposto haver solidão nas sociedades democráticas ocidentais, de que não é suposto estarmos sozinhos quando estamos em casa e, pior ainda, por mais entediada que esteja a nossa condição, que temos que estar a toda a hora contatáveis e disponíveis para estar a ver os outros e sermos vistos por eles.
Toda a gente tem o terror de desaparecer do radar, de não ver e de não ser visto, de passar despercebido, de não chamar a atenção - mais do que ver o que os «outros» (amigos ou não) andam a fazer, nós queremos principalmente é que nos vejam a nós, que saibam de nós, que ainda fazemos parte deste planeta e que gostamos de ir à praia tirar fotos ao mar. Fazemos tudo e mais alguma coisa para chamar a atenção de todos e para que não se esqueçam de nós. É este terror ao anonimato, este medo de desaparecer e de que se esqueçam de nós que leva a que todos nós façamos um esforço igual para nos lembrarmos dos outros e lembrar-lhes (pondo sempre um «like» em qualquer porcaria que ponham lá) que também nós não nos esquecemos deles. Para quem não tem vida social, resta-lhe a virtual, o voyerismo doce de olhar para os outros e no outro lado do espelho nos vermos a nós próprios.
O FB serve, como todas as redes virtuais, para nos lembrar que não estamos sozinhos quando no fundo estamos. É como estar num café ou ir para o centro comercial só para ver pessoas. Saimos do café, do shopping e vimos para casa com a mesma conclusão com que fechamos a página do FB: que não fizemos um único amigo de verdade. Mas todos nos vêmos uns aos outros e todos sabemos os que uns e outros andaram a fazer nos últimos dias.
O FB é o Big Brother do George Orwell, no livro 1984, finalmente concretizado, mas de maneira diferente: já não é um big brother que tudo vê e tudo sabe mas milhões e milhões deles, amigos e vizinhos uns dos outros, que infetam as redes sociais, policiando-se uns aos outros, vivendo num aflitivo estado totalitário de vigilância permanente. Os pólos inverteram-se. Se o FB fosse criado no tempo de Salazar, já não era a Pide que andava atrás dos comunistas: eram estes que íam lá inscrever-se e depois era só atualizar diáriamente com posts da sua «atividade clandestina»: contar tudo o que sabem, onde estiveram, mostrar fotos dos sítios onde foram nas férias, quantos amigos têm e as suas filiações partidárias, os livros e filmes proibidos que leram, etc. Sería o fim da tortura e das noites a levar cacetadas, bastando à Pide pôr um «lol» ou um «like» em todos os posts. O Facebook está no meio de nós e a olhar para nós. Uma sociedade onde não há segredos, onde tudo se sabe sobre toda a gente, é uma sociedade feita de homens e mulheres-estátuas, robots sociais, parados no tempo e no lugar, a olharem uns para os outros, de preferência em frente a um computador e não ao vivo. São os (as) Facebookianos(as).
O (A) Facebookiano (a) é um(a) homem/mulher-estátua que ao invés de estar no jardim a levar com cagadelas dos pombos, está em frente a um computador a levar com a merda dos outros. É um pequeno big-brother de trazer por casa, é uma porteira de prédio ligada à web, e que quer viver dentro de nós e impedir-nos de fazer amigos e namoradas de verdade para, lentamente, nos transformar a todos em estátuas amorfas e sem vida. Um Facebookiano só não ganha musgo nos pés e verdete nas virilhas porque de vez em quando tem que levantar a peida da cadeira para ir ao frigorífico comer o resto da lasanha. Já estivemos mais longe disto...
Como tal, e num rasgo de imaginação criativa, façamos já uma estátua em homenagem ao (à) Facebookiano (a) do futuro em todos os jardins do país. Nada de muito exagerado: um ser obeso, sentado numa cadeira, em frente a um PC, com uma expressão facial a demonstrar tédio, a mão direita no rato e a esquerda a coçar as virilhas.
Depois é só deixar que os pombos tratem do resto.
30.9.11
Casar?
Sim. Foi o melhor conselho que me deram até hoje: "Casa-te com quem gostas de conversar!"
(Para a minha querida amiga Silvia Azevedo)
(Para a minha querida amiga Silvia Azevedo)
26.9.11
Desenhos da Susana Nunes com legendas!
9.9.11
Mais amarga que a morte?
"E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são laços e redes, e cujas mãos são agrilhões; quem agradar a Deus escapará dela; mas o pecador virá a ser preso por ela."
Eclesiastes 7:26.
Eclesiastes 7:26.
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