Sim. Foi o melhor conselho que me deram até hoje: "Casa-te com quem gostas de conversar!"
(Para a minha querida amiga Silvia Azevedo)
30.9.11
26.9.11
Desenhos da Susana Nunes com legendas!
9.9.11
Mais amarga que a morte?
"E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são laços e redes, e cujas mãos são agrilhões; quem agradar a Deus escapará dela; mas o pecador virá a ser preso por ela."
Eclesiastes 7:26.
Eclesiastes 7:26.
31.8.11
Sobre o olhar! (desenho de Susana Nunes)
No primeiro dia em que ti vi, levaste-me os olhos.
Nunca mais vi os teus olhos.
No entanto, o teu olhar persegue-me para toda a vida.
Apaixono-me sempre pelo olhar e nunca pelos olhos.
Os olhos são bonitos mas o olhar é sempre triste.
Os olhos têm esperança, mas o olhar desespera.
Os olhos são inocentes, é o olhar que nos faz pecar.
Os olhos encontram-se, mas o olhar perde-se.
O amor está nos olhos, o desgosto está no olhar.
Um desgosto de amor é um luto que se faz por uma pessoa ainda viva.
(Para a Susana Nunes, por este fabuloso desenho)
17.8.11
Manhattan
Se eu tivesse um sítio preferido para ir de férias (que não tenho) e que nunca tivesse visitado, esse sítio sería Manhattan. Desde os 18 anos que sonho viver em Manhattan. Sim, por causa dos filmes do Woody Allen. Gosto de prédios altos, muitas pessoas na rua, cheiro a jornais, combóios e jardins. Gosto também de Frank Sinatra, Tony Bennett. Moby e Diana Krall. Gosto de livrarias, lojas de discos em segunda mão, pequenos bares com clientes regulares e também gosto de bares a abarrotar de gente para ver stand-up comedy até de madrugada. Gosto do silêncio das manhãs e do barulho e confusão à noite. As tardes são um intervalo desnecessário. Só gosto do que é urbano, do que foi criado ou transformado pelo homem e nada do que é rural. Gosto de estradas e automóveis, não gosto de praias e coqueiros. A natureza é bonita mas só por 5 segundos, a partir daí é insuportável. Só a natureza humana é que é boa. Prefiro um café cheio de barulho a uma praia deserta. Prefiro um engarrafamento a uma estrada de terra batida no meio do monte. Quero lá saber dos passarinhos e do ar puro. Não gosto de mares, rios e outras águas. Gosto de piscinas, copos e cerveja com amigos. Gosto de água engarrafada, não gosto de ir beber àgua ao rio. Não gosto de pradarias e cavalos a correr e a relinchar. Gosto de universidades, shoppings cheios de gente e afins. Gosto de uma mulher bonita que passeia na rua com o último livro do Paul Auster debaixo do braço; não gosto de uma mulher que se levanta às 05h da manhã para ordenhar a vaca e anda todo o dia de galochas e forquilha. Prefiro o stress urbano à apatia ruminante do campo.
Manhattan sería o sítio ideal para eu viver. São gostos, claro. Pelas fotos que vejo parece ser uma cidade lindíssima. Não quero saber do clima, se é bom ou se é mau. Nova York é a cidade que nunca dorme e Manhattan o que é? Samuel Johnson dizia que quem está cansado de Londres está cansado de viver. Mas Manhattan, não. Acho que nunca me iría cansar. Se calhar, no dia em que fôr lá, vou desiludir-me, mas aí mudo de gostos e escolho outra cidade.
O campo é que nunca.
14.8.11
Pára de fazer barulho e abre o coração!
Se há uma coisa que aprendi, é que fêmeas há muitas. Sim, também tive o meu primeiro grande amor, o que julgas? Não, não era a Ambar, a minha fofinha, era outra. Agora vou inverter um pouco os papeis e ouve o conselho que tenho para ti.
Dói, dói muito. O coração rasga-se no peito, o mundo fica sem sentido, a dor é tão grande que pedimos para morrer para que passe.
Mas sabes de uma coisa? Passa.
Não vale a pena andares a pensar no passado, enquanto o fizeres não vais conseguir avançar. Vais sempre comparar a tua "cujinha" a qualquer coruja que apareça. Abre o teu coração ferido, usa a inteligência que tens (Dostoievsky??!!) e dá uma oportunidade. Se não fosse assim a Ambar não estava ao meu lado. Uma vez o Puma disse-me uma coisa quando andava pelos cantos de juba frisada e olheiras de ressaca: "Um grande amor só se esquece com outro grande amor" Potente hã?? Potente e verdadeiro. Time to move on. Agora deixa-te lá de birras e amuos. E pelo amor da Santa: CALA-TE QUE QUEREMOS DORMIR!!
Texto de Susana Nunes.
13.8.11
Fazes-me falta! (desenho de Susana Nunes)
Hoje amuei. Nem me apetece falar, só fazer beicinho. Fico mais bonito assim? Não sei. Nem dizer um Bu-ú-ú. Também foi a única coisa que aprendi a dizer...Não estou para isso, não contem comigo. Hoje quero ficar num raminho, quietinho e de vez em quando esticar uma patinha, mas só para me espreguiçar. É assim, todos temos uma função neste vida.
Agora passo os dias a ver o National Geographic e leio um ou outro livro de Dostoievsky. Um génio incompreendido, digo eu. Levo uma vida contemplativa, gosto de ler policias, sobretudo. Às vezes leio o Harry Potter e, sim, tenho um poster da Hedwig na minha árvore. Ninguém é perfeito. Dou uma volta por aqui e acolá, assusto uma criança ou outra, mas volto sempre para este raminho. Páro para pensar. Não quero pensar. Onde andas meu amor?
A minha ex-namorada abandonou-me há muitos e muitos anos, pior, esqueceu-me. A verdade é que lhe disse para desaparecer da minha vida, mas como sou cobarde gosto sempre de pensar que eu é que sou a vítima. Procuro sempre saber onde ela está, quero vê-la mas não quero vê-la com ninguém nem quero que ela me veja sozinho. Tenho terror que ela descubra que sempre estive sozinho depois dela. «Já tive tantas depois de ti, baby, então não?, era sempre a aviar...»
Quería esquecê-la, mas não consigo. Como é que se esquece alguém que nos faz falta? A única maneira de dormir com o coração partido é varrer os cacos para debaixo travesseiro. Como durmo de dia, quando apareces nos meus sonhos é como se fosses um raio de sol, um anjo de luz. Não, não é isto que eu quero pensar, quero pensar mal de ti, chamar-te nomes, esqueceste-me foda-se, mas não consigo. Só consigo ficar triste, amuar e fazer beicinho. Os tolos zangam-se, os sábios entristecem, respiram fundo e aceitam. Quero ser sábio. Mas não quero carinho, nem consolo, nem colinho, nem miminhos. Não preciso. Era o meu primeiro amor, queria que ela fosse a minha primeira coruja, a minha «cujinha», mas ela não quis. Dizia que eu era imaturo, muito reservado, falava pouco e que não gostava de sair e que não fazia festas de aniversário, que nunca lhe dava flôres e que os ratinhos que lhe dava eram muito magritos, eu sei lá. Para mim não deu mais. Ela também tinha defeitos e quando lhos disse não gostou. Não percebias linda? Eu amava os teus defeitos, só que é que os via, quando tu procuravas escondê-los de toda a gente. Só eu amava o teu lado menos bom, os teus humores azedos, o teu sarcasmo inteligente.
Desaparece, disse eu. Se é isso que tu queres, disseste, nunca mais vais saber nada de mim.
E nunca mais a vi. E nunca mais soube nada.
Ficou uma espécie de saudade, dentro de mim ainda brigamos muito e fazemos sempre as pazes depois.
Os meus sonhos são sempre felizes, é assim que vou enganando os dias. Não quero saber se ela pensa em mim. Pensar nela faz-me feliz, só quando tento esquecê-la é que amuo.
Hoje amuei.
Tou farto de estar amuado, um dia zango-me.
Foda-se.
1.8.11
Dito dos padres do deserto
28.7.11
27.7.11
Vai um joguinho? Parece que não...
Sair contigo era como jogar poker com as cartas viradas para cima.
E não, não era divertido. Qual era a piada, se não posso mentir e fazer bluff?
E não, não era divertido. Qual era a piada, se não posso mentir e fazer bluff?
26.7.11
Just Hangin' (desenho de Susana Nunes)
Há dias assim. Sei que sou preguiçoso, mas sou bonito, por isso estou desculpado. Não só tenho pintas como tenho pinta! Apoio o queixo no raminho não para descansar (não faço nada, lembras-te?) mas para te enquadrar melhor no meu campo de visão. As minhas patinhas ficam a baloiçar no ar, mais para fingir que vou voar do que para correr. Se passares por mim, acho que nem vou saltar para cima de ti. És bonita, sim senhor. Mas eu só te quero ver a passar por mim, o mais lentamente possível. Se tiver coragem até te pisco um olhinho, o mais azul que tiver. Mas não vou sair daqui. Recuso-me. Sim, sou preguiçoso, mas não aceito que me digam que não faço nenhum. Isso não. No séc. XVII havia em Portugal uma corrente filosófica chamada Quietismo, na qual se considerava que o imobilismo era o melhor caminho para chegar a Deus. De facto, só estando parado é que se consegue ler, escrever ou ver um filme, ou rezar. Ou ver o nosso amor a passar, a dizer adeus. Só estando parado é que se consegue pensar, sentir.Agora passa lá então. És bem gira. Mini-saia e tal, loirinha, sim senhor. Eu gosto mais de gazelas, enchem mais o bandulhinho mas elas correm muito e agora apetece-me estar aqui a olhar para ti. Assim parado. Mas não morto.
Parar não é morrer. Parar é descobrir o que se perdeu entretanto.
A correr passa tudo depressa e não se vê nada.
Parei neste ramo só para te ver passar.
E só estando parado é que olhei para ti.
E te vi.
E tu, claro, mal me viste tinhas de fugir... Aposto que nem me querias para um casaquinho de peles. Raios te partam.
Amarguras!
"Amargura, descansada e triste." É uma música dos Madredeus, do álbum O Espírito da Paz. Pois é. Nunca casei mas vou dizer o que penso sobre os divórcios. Não conheço uma divorciada que não tenha o coração negro e a alma dorida. Lembram-se da suposta «viúva alegre»? Na viúvez perde-se tudo e, como tal, segue-se a vida como quem não tem mais nada a perder. E encontra-se, talvez, a alegria. No divórcio, não. O divórcio é uma espécie de funeral de corpo vivo, que ainda mexe, que segue em frente, que ignora e que não paga a pensão de alimentos; que desaparece de vez ou que nunca mais desaparece. Nunca conheci uma divorciada que não tivesse a memória congelada no tempo e uma verborreia acintosa e amargurada para com a vida. É sempre o «meu ex para aqui» e para acolá, como se estivessem sempre assombradas por um filme de terror que não conseguem esquecer. Há tanta divorciada bonita e inteligente mas acho que nunca vão gostar de mim. Não é só por eu estar sempre na tanga com elas - é que o fantasma delas é muito mais forte que a minha ingenuidade.
29.6.11
Vanitas!
"Porque, que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da aflição do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?
Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.
Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.
Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu?
Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus. Também isto é vaidade e aflição de espírito."
Ecclesiastes 2: 22-26.
Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.
Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.
Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu?
Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus. Também isto é vaidade e aflição de espírito."
Ecclesiastes 2: 22-26.
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