5 anos depois, ou coisa parecida, estamos de volta. Muitas coisas se passaram, outras continuam na mesma; uns morreram e outros ficaram assim como nós. O resto não interessa - estamos de volta.
8.3.11
30.12.06
Ultimo Post 2 - Ó Fogo!, Agora que eu estava a gostar e já acabou...
Tenho recebido imensos e-mails - pronto, vá lá, 2 ou 3 e-mails, mais uma cartita dum aborígene que recebi por pombo-correio, ao estilo harrypotteriano, e 3 sinais de fumo de dois eremitas que vivem numa toca de urso abandonada, pelos vistos completamente apetrechada com Net Wireless - a perguntar, precisa e malcheirosamente, assim do pé para a mão - "mas que merda é que te deu, ó meu estafermo do cara****, para acabares com o blog?" Fiquei espantado. Nunca pensei que este misero estaminé tivesse mais do que 3 ou 4 clientes. E pelos vistos, pelas minhas contas, teve.... 5!!!! Já não foi mau.
Mas tudo tem um fim, e o fim deste blog foi trágico e teve as suas repercussões: o computador ressentiu-se com a gradual diminuição de posts, o rato deprimiu-se e passou todo o dia a prozac, o monitor amuou e já não me olhava de frente: tive que fazer uma ginástica dos diabos para escrever este post e andar com a cadeira à volta da secretária, fazendo círculos de 360º para tentar ler o que escrevia.
Escrever num blog é como namorar: Às vezes apetece muito, outras não apetece nada, umas vezes dói a cabeça, outras está-se muito cansado. Enfim.
Os blogs são como os namoros - não é preciso nenhuma tragédia para acabar um blog ou um namorico - basta uma birra, fazer beicinho, cruzar os bracinhos e amuar.
A melhor maneira de acabar um blog, qualquer que seja ele, é enquanto ele está em grande (este nunca teve) e nunca quando já está em decadência. Não é por o blog ser bom ou ser mau, ser lido ou não - é pela maravilhosa capacidade, e liberdade, de podermos dizer "para mim chega; já está bom assim; não é preciso mais; não quero mais; a conta, por favor!"
E já agora, mais uma vez, obrigado a todos os que por cá passaram.
Nelson Mendes
Mas tudo tem um fim, e o fim deste blog foi trágico e teve as suas repercussões: o computador ressentiu-se com a gradual diminuição de posts, o rato deprimiu-se e passou todo o dia a prozac, o monitor amuou e já não me olhava de frente: tive que fazer uma ginástica dos diabos para escrever este post e andar com a cadeira à volta da secretária, fazendo círculos de 360º para tentar ler o que escrevia.
Escrever num blog é como namorar: Às vezes apetece muito, outras não apetece nada, umas vezes dói a cabeça, outras está-se muito cansado. Enfim.
Os blogs são como os namoros - não é preciso nenhuma tragédia para acabar um blog ou um namorico - basta uma birra, fazer beicinho, cruzar os bracinhos e amuar.
A melhor maneira de acabar um blog, qualquer que seja ele, é enquanto ele está em grande (este nunca teve) e nunca quando já está em decadência. Não é por o blog ser bom ou ser mau, ser lido ou não - é pela maravilhosa capacidade, e liberdade, de podermos dizer "para mim chega; já está bom assim; não é preciso mais; não quero mais; a conta, por favor!"
E já agora, mais uma vez, obrigado a todos os que por cá passaram.
Nelson Mendes
25.12.06
Último Post!
Então pessoal? Mais um ano que acaba, não é? Que tal vos correu? O meu até correu bem, mas qualquer um, misérias à parte, com o bandulho cheio de bacalhau bem regado de tintol, rabanadas e bolo-rei, era incapaz de dizer o contrário.
Este é o último post deste blog.
Quería desejar a todo o pessoal que acompanhou este estaminé muito sucesso e felicidades.
PS - 2006: Balanço final: Muitos morreram, outros ficaram assim.
Este é o último post deste blog.
Quería desejar a todo o pessoal que acompanhou este estaminé muito sucesso e felicidades.
Nelson Vítor Mendes.
PS - 2006: Balanço final: Muitos morreram, outros ficaram assim.
21.12.06
Um filme para este Natal!




Está tanto frio lá fora que quase nem vale a pena o Pai Natal descongelar as nádegas do sofá para vir cá. O frio é tanto que o Pai Natal, em vez de gritar alarvemente «HO HO HO» vai encolher os ombros e, com as pernas a tremelicar, simplesmente murmurar entre dentes «Brrrrrr! 'tá cá um briol que até congelei o tomate esquerdo!» Sim, no único dia do ano em que o Pai Natal trabalha, é provável que este ano meta baixa. Vamos então nós até casa dele, ao Pólo Norte. Não sabem ir? Então, vai-se pela VCI, corta-se na A3 e depois é sempre para norte. Anda-se é «de carago», é certo. Um caminho mais fácil é simplesmente ficar em casa, confortável no sofá, com a famelga espalhada pelos cantos da sala e ver o "The Polar Express" do excelente Robert Zemeckis (Forrest Gump, Contacto, Regresso ao Futuro). O filme estreou há dois anitos mas façam de conta que estreou este ano. Vejam que vale a pena. Tem uma imagem espectacular, efeitos deslumbrantes e a voz inconfundível do Tom Hanks. Um filme de natal para crianças e adultos.10.12.06
Massive Attack: O Início
Foi aqui, «Daydreaming» do álbum Blue Lines. Estavamos em 1990, a salvação da pop vinha de Bristol, depois do enterro da famosa «Madchester» dos The Smiths, Happy Mondays, etc, e antes da bipolarização Guns/Metallica e ainda mesmo antes dos Nirvana. Muito antes do Techno, da Britpop oásica e blurística, o que se ouvia era o Trip-hop com letras rap dos Massive Attack: denso, urbano e lento como uma batida de coração. Que ainda bate.
6.12.06
O admirável mundo novo da educação!
Uma conhecida minha, professora de Português há mais de 10 anos, disse-me que viu-se obrigada a pôr na rua um aluno malcriado que lhe disse «anda aqui chupá-la!». Já tinha ouvido de outra fonte o caso dum aluno que virou-se para a professora e lhe disse, e cito, «esteja mas é calada que você é uma vacazita que anda aí...»Anda toda a gente a discutir se se deve ou não tirar os cruxifixos das escolas quando, dia após dia, quem são cruxificados pelo sistema são os professores. O Portugal do «respeitinho» deu lugar ao Portugal do «põe-te fino ou levas no focinho!» De temidos e respeitados, os professores passaram a escorraçados e sovados. Chocados? Haverá solução à vista? A meu ver, devia voltar a fazer parte do «sistema» o uso regular e permante da boa e velha palmatória nas mãos, da boa e velha vergastada nas orelhinhas, da sempre eficaz palmada no rabo, em suma, a boa e velha coacção. Só através da coacção é que a escola pode recuperar a autoridade perdida. Mas resolverá isto o problema? Sim e não, porque o problema é mais complexo do que isso. Pela minha parte acho que convinha lembrar a quem fôr um pouco mais ingénuo nestas matérias que - e esta é que é a suprema verdade - não adianta tentar ensinar o que quer que seja a quem não quiser aprender.
2.12.06
Aforismo Possível
Regra geral, no que toca ao amor, só há dois tipos de mulheres: As que querem um homem cheio de qualidades e as que querem um homem sem defeitos. As primeiras desapontam-se, as segundas aborrecem-se.
25.11.06
As aventuras do Cozinheiro Suiço dos Marretas: Bork! Bork! Bork!


O Swedish Chef dos Marretas é, talvez, a personagem mais engraçada, pelo menos para mim, de toda a história da animação infantil. São os trejeitos dele - os maneirismos, o discurso ininteligível(isto é, para quem não sabe falar sueco), o bigode farfalhudo, as colheres a voar pela cozinha fora, contra os móveis, o barrete branquinho, a maneira como a comida, que ele quer preparar com afinco, se revolta contra ele e dá luta ou foge da panela - que me encantam.Adoro aquele sketch em que ele para fazer donuts atirava bolachas ao ar e dava tiros de caçadeira acertando mesmo no meio das bolachas. E também aquele episódio em que ele está a fazer uma mousse de chocolate e barra chocolate quente no focinho dum alce (alce=mousse), besuntando-o todo.
Enfim, tantos, tantos episódios embuídos dum humor inglês completamente nonsense tirado da mente genial de Jim Henson. A programação infantil, e as pessoas com mais de 30 anos sabem disso - desde Os Marretas, a Rua Sésamo, Era uma vez a vida, O Brinca Brincando, e até a programação infantil de leste de Vasco Granja, etc - nunca mais foi a mesma; deixou de haver quer uma componente pedagógica-didática ou mesmo lúdica na estética de criação de programas infantis, atendendo apenas a criação de personagens com uma lógica publicitária de mercado - veja-se o caso Noddy, Floribella, etc.
Se quiserem façam um simples exercício mental: Comparem o Tom Sawyer (inícios dos anos 80) com o Noddy (séc. XXI) e vejam ao que chegamos. É bom? É Mau? É natural que assim seja? Ficamos a perder ou a ganhar com o que vemos na caixa mágica?
A programação infantil actual, em todas as componentes, origens e evolução, bem analisada por investigadores competentes, talvez nos possa dar bons indicadores para proceder a uma caracterização séria sobre a situação do país em termos culturais. Não basta dizer que o país é atrasado, iletrado, etc. Vamos analisar o que nós viamos antigamente e o que as nossas crianças andam a ver nestes dias e talvez possamos ver o que se perdeu entretanto. E o que se ganhou. Pessoalmente duvido que se tenha ganho alguma coisa.
Aqui fica um medley de 15 minutos do nosso querido Swedish Chef, a cantar, a brincar com as suas comidinhas, a fugir de esparguetes assassinos e de lagostas pistoleiras, a encestar galinhas em cestos de basket, etc. Estavamos nos anos 80. Eu não digo «que saudades» dos anos 80 - digo apenas que há muito tempo que este país se perdeu. Ou se vendeu, não sei bem.
21.11.06
Bora ver isto com óculos 3D!!
Desde 2o de Outubro que re-estreou nos Estados Unidos, em poucas salas, o filme O Estranho Mundo de Jack (1993), mas em 3 Dimensões, recorrendo à tecnologia digital da Disney. Ouvi dizer que nos cinemas os especatadores usaram aqueles óculos especiais para visionar o filme, não daqueles feitos de cartão, ridículos, com uma janela verde e outra laranja, mas, sim, óculos novos, com design sofisticado ao estilo Ray Ban. Acho que o filme não vai estrear em Portugal, por isso só nos resta esperar pela edição em DVD.Mais informações ver aqui.
19.11.06
É só quando me perco dentro de alguém que, então, me encontro a mim mesmo!
Something beautiful is happening inside for me,
Something sensual, it's full of fire and mystery,
I feel hypnotized,
I feel paralized,
I have found heaven [...]»
Depeche Mode - Only When I Lose Myself.
Something sensual, it's full of fire and mystery,
I feel hypnotized,
I feel paralized,
I have found heaven [...]»
Depeche Mode - Only When I Lose Myself.
17.11.06
Touch Me
Só há uma música de dança que me emociona muito: Touch Me, do excelente Rui da Silva. Mal foi editada em Inglaterra no ano 2000, a música atingiu logo o #1 do UK Charts, permanecendo nos tops mais 14 semanas. Nesse tempo, era a minha música da noite, de sair à noite, de viver à noite, de amar à noite. Touch Me hipnotizava-me pela batida «house» de fundo, pelo registo trance e, sobretudo, a sublimar este conjunto, pela vocalização poderosa de Cassandra Fox, que dava voz à alma da música.
Uma grande música.
Ouvir aqui.
Uma grande música.
Ouvir aqui.
15.11.06
A vida boa!
Mesmo aqueles que têm uma vida boa, não deixam de sentir, de tempos a tempos, uma tristeza insolúvel, uma tristeza que só a vida boa pode trazer, sem causa, sem nexo, sem dor de perda, sem objectivo. Não saber porque é que se está triste é a pior tristeza de todas, a tristeza que come o coração aos poucos, todos os dias.
9.11.06
White Stripes e Kate Moss: Música Pop Sensual
Elephant, dos White Stripes, é um dos álbuns mais felizes da música pop-rock mais recente. Não é só o hit-wonder "Seven Nation Army", tocado até à exaustão pelas rádios - é todo o álbum em sim que prima pela coerência e pela subtilidade inventiva da música. Queria deixar aqui o video-clip da faixa "I Just Don't Know What To Do With Myself", cuja música chama tanto à atenção como a Kate Moss, no videoclip, a dançar agarrada ao varão do Strip-Tease. Sensualidade musical e corporal: combinação perfeita.Ouvir aqui - http://www.youtube.com/watch?v=a_k-Rmjdkjc
4.11.06
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