7.7.06

Wilde Vacations!

E agora para a pequenada lá em casa que já tá farta de "abrir alas para o Noddy" e está prestes a pôr o guarda-sol na mala do carro para ir para a praia tostar os presuntos ao sol para ficar com um look «camarão-vermelhusco» pelo menos até fim de Agosto - porque 15 dias de baixa por queimaduras de 3º grau, verdade se diga, nunca fez mal a ninguém - aqui vai uma pequena sugestão de leitura de férias. Não, não são "Os 50 anos da edição da Playboy em tamanho A3" e também não é, como da outra vez, a "Enciclopédia ilustrada das hábitos sexuais dos Aborígenes", em 100 volumes de capa dura com oferta dum faqueiro de prata.

Agora, a sério.

Leiam O Leque de Lady Windermere, do genial, corrosivo e witty Oscar Wilde. É um pequenino livrinho da nunca-menos-que-excelente Editora Penguin Classics e que pode ser adquirido na fnac por apenas €2,50.
Trata-se de uma peça de teatro famosíssima pelos epigramas e contradições que Wilde usava para descrever os maneirismos e o mundo de aparências em que se vivia na sociedade vitoriana, nomeadamente pela maneira claustrofóbica em que as pessoas da classe alta reprimiam os seus desejos e sentimentos a favor das convenções sociais e do status social.
Tem partes hilariantes, depois transformadas em quotes, que se podem encontrar facilmente no google, espirituosas e inteligentes, mas que tem de ser enquadradas na leitura, absorvente e contagiante, deste livrinho.
No entanto e para aguçar o apetite, aqui vão umas entradas sucolentas, antes do prato principal:
"Eu consigo resistir, excepto à tentação!"
"É absurdo dividir as pessoas em boas e más. As pessoas ou são charmosas ou entediantes!"
"Experiência é o nome que toda a gente dá aos seus erros!"
"Estamos todos na valeta mas alguns de nós estão a olhar para as estrelas!"

E pronto pequenada, já está, ajeitai os calções nas virilhas e ide lá para a piscina ou para a praia, como eu vou, para vislumbrar o mulherio em top-less e pisar os castelos de areia aos putos ranhosos, mas não se esqueçam deste livrinho, levem-no aconchegadinho na marmita dos rissóis, das fatias de melão, das sandes de torresmos e da garrafa de tintol. Ponham o vosso "João Vítor" e a vossa "Cátia Vanessa" a fazer castelos de areia bem perto das ondas, para estarem ocupados durante horas entre risos histéricos e lágrimas de desespero e adormeçam a avó Micas e o avô Antunes com uma litrada de felgueiras tinto no bucho. Vão ver que o sossego vai reinar para usufruir de uma boa leitura, sendo apenas interrompido pelas gritarias do homem da Olá a vender gelados e línguas da sogra.
Ou não, se aquela vizinha mamalhuda do 1º esquerdo vier-se espraiar para menos de 2 metros de vocês. Bom, nesse caso, aconselho, por experiência própria, a lerem de barriga para baixo!

Portugal no seu melhor!


Legenda: Como se prova pela foto de baixo, o condutor do Jipe, estando habituado a conduzir por caminhos de cabras e não sobre faixas de rodagem pintadas, com linhas longitudinais, se viu obrigado a parar o veículo, tal foi a incandescência provocada pelo branco imaculado das faixas da estrada espanhola.

E o Património Urbanístico Português, vai de vento em popa? Não, não vai. Recebi um e-mail da minha amiga Elizabete Pereira com estas esclarecedoras fotos da fronteira entre Portugal e Espanha, em Barrancos.
Em Espanha, tudo asfaltadinho, limpo e sinalizado. Em Portugal, tudo estragado, sem faixas pintadas, mais parece um caminho de cabras sofisticado da nova geração.
No lado de Espanha vê-se que aquilo é uma estrada, com «E» grande e, naturalmente, com placa grande a dizer Espanha; sim, porque a Espanha é grande meus amigos, maior do que nós - sim, acredita pequenito, tu que não tiveste a pachorra de queimar as pestanas nos livros do José Matoso como todos nós; no lado de Portugal, que é pequeno, «logo», nada mais que uma placa pequena e tímida a marcar bárbaramente a nossa fronteira. Nós, o país da Batalha de Aljubarrota e do caminho marítimo para a Índia, gastámos em pleno sec. XXI, meio metro de chapa de sucata a dizer Portugal.
Connosco é assim, "pão-pão-queijo-queijo" e "para quem é bacalhau basta", mas, como em Portugal,"Bacalhau só da Noruega", manda-se vir à mesma para a mesa com o tintol do costume e sem demoras.
Em Espanha parece que a estrada foi acabadinha de pintar tal é o vigor cheínho e abrilhantado do branco da faixa; em Portugal, vê-se claramente que acabou a tinta das faixas à 200 kms atrás, faltando só a tradicional velhota de vestida de preto a passar com o gigantesco jugo de troncos ao pescoço ou a inenarrável vaca a comer erva dum lado e a largar bostas quase ao segundo do outro.
As fotos não têm data, por isso não se pode ver com rigor histórico se pertencem ao «iluminado» período cavaquista do Betão ou se ainda estávamos em plenos anos 80, alegremente a torrar os cofres do 25 de Abril e a marchar contra os latifundiários alentejanos. Se calhar a estrada até já tá "arranjadinha" agora, cimentada e pintada e com uma pequena mesa de piquenique ou uma bica de água fresca, ou até um mini-shopping de estrada (leia-se uma furgoneta da Toyota com uma banca de melões e cerejas).
No entanto, não me parece.
Eu agora ía ser demagógico e dizer que anda-se a gastar tanto dinheiro em Shoppings, em Estádios e não há um "tuste" para dois baldes cimento e duas pinceladas de tinta branca, mas não vou.
Acho que estas fotos representam bem o nosso País, a nossa identidade secular: o "interesse" é saír daqui para fora e não que entrem por aqui adentro. O resto é paisagem.

6.7.06

A Viagem de Che Guevara

Foi numa viagem de 8 meses, de Buenos Aires até Guajira, na Venezuela, em Janeiro de 1952, percorrendo milhares de quilómetros de mota, la poderosa, uma Norton 500, a comer pó, à chuva, à neve, a dormir em celeiros, na rua, a engatar miúdas nos barcos, etc, que Ernesto Guevara (mais tarde "Che" ou "El Comandante") e Alberto descobriram o mundo em que viviam e se descobriram a si mesmos. Uma viagem inspiradora que alterou a percepção que eles tinham do mundo ao conhecer a verdadeira realidade da América Latina subdesenvolvida de então: o atraso civilizacional, a medicina rudimentar, a precaridade do trabalhoa, a pobreza, a iliteracia, a lepra e os estigma social ligado a ela, toda uma pleiade de injustiças socias e laborais que levaram Che a formar o seu pensamento político e a articular o que viria a ser o discurso revolucionário, para uns, e utópico, para outros, sobre a injustiça social e a desigualdade na distribuição da riqueza, que inspiraram multidões.
Che queria conhecer as pessoas, humanizar a política e libertá-la do seu conteúdo meramente teórico ou programático, «unir» as pessoas (talvez daí a utopia), apostar na educação, liberdade e justiça social, tema tão caros e controversos ainda hoje na política contemporânea.
Ele quebrou todas as convenções hipócritas, aliás como se vê no filme, ele apertava as mãos dos leprosos directamente e sem luvas, ao contrário de toda a gente, mesmo sabendo-se, de senso comum, que a lepra não era contagiosa. Mas tenho para mim que Che não era utópico - era um idealista: ele acreditava no ser humano e que tudo o que pensava se podia pôr em pratica, talvez, através duma consciencialização social ou duma revolução de mentalidades. Mas era possível e, aliás, todo o seu discurso revolucionário apontava nesse sentido.

Os Diários de Che Guevara é mais do que um filme. É uma viagem. É «a» viagem que mudou Ernesto Guevara tornando-se Che Guevara, o ícon, o símbolo politico, o rosto mais estampado nas t-shirts e bandeiras de todo o mundo.
É impossivel ver este filme e não nos sentirmos um pouco idealistas e sonhadores e, sobretudo, com uma enorme vontade de viajar e mudar as coisas. A começar por nós mesmos.



Solidões

Solidão 1 - Não. Não é que me sinta sozinho. Nada disso. Quanto muito sinto-me só, sinto-me «um só», na medida em que sou só um e tenho de viver comigo. Custa. Custa muito. Não é para isso que cá estamos.

Solidão 2 - Os ingleses distinguem o alone (sozinho) do be/feel lonely (sentir-se só). Nós, portugueses, não.

Solidão 3 - Há sempre um vazio em nós que nunca, ninguém, nesta vida vai consegui preencher. Sempre. Às vezes um grande amor não chega. O que falta?

Solidão 4 - Não há duas almas gémeas. Há uma alma separada em duas. Passa-se uma eternidade, sem que se vejam uma à outra. É a pior de todas as solidões.

Solidão 5 - Não há solidão como a da velhice. Olhar para trás e ver que não se foi feliz e, agora, a um passo da cova, sentir-se, dia após dia, um cadáver adiado.

Solidão 6 - Quem não se sente um pouquinho amado que seja é porque também não está a amar ninguém. Mãos que não dais, porque esperais?

Solidão 7 - Eu e tu. O «eu» é começo e o fim da solidão.

5.7.06

Som e Alma: a excelência dos Massive Attack!



Para contrariar todas as listas de best-of, lançadas pelas revistas musicais inglesas, aqui vão, para mim, os 4 melhores álbuns de sempre: Blue Lines, Protection, Mezzanine e 100th Window dos Massive Attack, a genial banda de Bristol, os pais do som e alma do "trip-hop", composta por Robert del Naja (3d), Grant Marshall (Daddy G), Horace Andy, Craig Armstrong, Tricky Kid, Shara Nelson (quem não se lembra dela em "Daydreaming" ou "Unfinished Sympathy" do Blue Lines?), entre outros.

A discografia dos Massive Attack é uma obra prima. O meu álbum preferido é o Mezzanine, o mais negro, o sombrio, o mais profundo álbum de todos, o primo afastado, a ovelha negra, em suma:a obra prima do trip-hop.
A abrir, Angel, com vocalização de Horance Andy e mesmo antes de chegar ao popularucho e "grammyzado" Teardrop, temos o denso e profundamente "kafkaesco" Risingson, com um beat muito negro que bate dentro de nós e nos leva para dentro daquela atmosfera sombria e tensa.

É muito dificil de dizer quais são os melhores álbuns de sempre na história da música pop. As listas são previsíveis e naturalmente contraditórias. Pela minha parte, não me importava nada de levar estes álbuns para a tal "ilha deserta". Mais os dos Nirvana, mais os dos The Smiths mais os......

Cinema em 30 segundos!

Para quem tem preguiça de ver filmes inteiros ou muito longos aqui vão alguns filmes em 30 segundos, grandes clássicos, agora re-criados por coelhos e só posso dizer que está o máximo.
Clique no filme que quer ver.

Titanic.
O exorcista.
The Shining.
Alien.
O tubarão.

Pornografia masculina vs. feminina

A pornografia para homens ou masculina está perfeitamente identificável. Vê-se nas revistas, nas montras dos quiosques, em filmes, jornais, telemóveis, internet - até nos anúncios dos shampoos há, pelo menos, um par de mamocas ao léu. A pornografia para mulheres ou feminina é mais discreta, reservada e tem estado escondida dos homens até muito recentemente eu ter descoberto por acaso (como todas as verdadeiras descobertas científicas) o seu verdadeiro paradeiro.
Não, meus amigos, não são a revistas cor de rosa ou os anúncios de boxers masculinos. Até já pensei que fossem as telenovelas brasileiras, mas não. O que realmente põe a "paxaxa" da mulherada a ferver ou «o nalguedo aos saltos», como diz um amigo meu, são os álbuns de fotos de casamentos e de baptizados. As mulheres salivam tanto por um vestido de noiva como um homem por um par de mamonas. A sério. Elas folheiam as fotos dos baptizados com o mesmo olhar esbugalhado e ansioso que um adolescente cheio de acne folheia freneticamente a Penthouse. Se quisessemos usar uma analogia, diríamos que a Playboy está para os homens como a revista Noivas está para as mulheres. Eles babam e salivam por mulheres nuas, ou pelo menos de lingerie; elas suspiram (e suspiram e suspiram ad infinitum) por bébés e casamentos. Elas dizem entre elas "olha que lindo vestido" como o mesmo à vontade que eles comentam entre si "que grande par de mamas ouve lá!", destacando a página centerfold da Hustler e pendurando-a na parede como poster. As mulheres olham para o vestido da noiva, os homens para o decote; as mulheres olham para o fato do noivo, os homens para as primas dele.
Etc, etc.
No fundo é tudo uma questão de estética: as mulheres preocupam-se com a indumentária, os homens em vê-las sem ela. Até cada um ter o que quer, é só uma questão de timing (para elas) e de paciência (para eles).

3.7.06

Segredos


Adoro este filme. Quando era pequeno era o meu filme, a minha banda sonora, os meus amigos, o meu jardim e gostava que fosse a minha história se eu vivesse num mundo literário. Aos dez anos li O Jardim Secreto, escrito por Frances Hodgson Burnett, uma edição simpática em capa dura da Círculo de Leitores, tinha eu a idade das personagens Mary Lennox, Colin Craven e Dickon. 6 anos depois, em 1993, saía o filme, realizado pela polaca Agnieszka Holland(Europa, Europa, Total Eclipse) e produzido por Francis Ford Coppola. Embora a narrativa, o storytelling, seja um bocado classicista old-school, o que me impressionou mais foi a banda sonora, completamente triste, mágica, intemporal, que nos transporta, de mente e coração, para dentro da história, para dentro do filme, para dentro de nós. Até mesmo a música final "winter light" de Linda Ronstadt, só não nos põe a chorar por um triz ou porque não temos o coração aberto ou porque temos vergonha.
É um jardim, é secreto. Eu tenho um jardim. Eu tenho um amor. Eu tenho um segredo. O que será melhor do que partilhar um segredo? Ou mantê-lo secreto, só nosso?

A palavra mais linda do mundo é segredo.

Era bom que este filme fosse um segredo. Um segredo só meu. Um jardim só meu. Um jardim secreto. Jardim. Secreto. São as duas palavras mais queridas do mundo para quem ainda não se esqueceu de ser menino, de ser pequenino, de explorar, de sonhar, de querer, e sobretudo de saber guardar, saber esconder, saber preservar, saber partilhar.
Com quem é que podemos partilhar um jardim que descobrimos, um jardim secreto só nosso, tão pequeno, tão nosso e de mais ninguém?

Por enquanto este filme é só meu.
Por enquanto.

Mães e filhas e filhas da mãe!

"All women become like their mothers. That is their tragedy. No man does. That's his."


Óscar Wilde 1854-1900.

O rio e o mar


O rio corre para o mar. E nunca o contrário. Não te deixes apaixonar pelo rio.

Para a Patrícia.

Citações: Samuel Beckett


Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.
(Nunca tentado. Nunca falhado. Não interessa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor.)

Go on failing. Go on. Only next time, try to fail better.
(Continuar a falhar. Continuar. Apenas da próxima vez, tentar falhar melhor.)

Samuel Beckett. 1906-1989. Prémio Nobel da Literatura em 1969.
Tradução minha entre parentesis.

A anti-rotina

Amigos meus, seja numa profissão, seja numa relação, seja nas constantes idas à casa de banho, têm medo de entrar na rotina, de pararem no tempo, numa palavra: embrutecer. Em português: o bom e velho comodismo. Mas de tanto resistir, acabam por criar, inconscientemente, a pior das rotinas: a anti-rotina. Mas o irónico disto é que a anti-rotina, tem em si, as mesmas características da boa e velha rotina. Só que ao contrário. Um comportamento desviante é na mesma um comportamento, tem todas as regras dum comportamento. É escusado enganar-nos a nós mesmos. É preciso abrir os olhos.

2.7.06

Amor e Ciência

Contam-se pelos dedos duma mão as namoradas que tive e, no entanto, não fiquei amigo de nenhuma. Passam por mim, eu passo por elas, cumprimento-as com um ligeiro acenar de cabeça, ponho o mais amarelo dos sorrisos e digo bom dia, boa tarde, nada mais do que isso. Sempre pensei que agia desta maneira por motivos emocionais, tipo raiva, frustração, pena ou, em último caso, orgulho ou paternalismo.
Mas não.
Foi então que se fez luz no canto mais adormecido do cérebro e descobri que a explicação, para eu agir desta forma, não podia deixar de ser «científica» e deve ser entendida numa base lógico-racional: Um cientista não gosta de se lembrar dos seus projectos falhados; ninguém gosta de ver um truque de magia depois de saber o truque; nenhum puto gosta de se lembrar dos castelos de areia que o mar rebentou; nenhum pescador gosta de se lembrar da tonelada de ostras que apanhou sem ter encontrado uma única pérola.
Um amor pode ser muito grande, até inesquecível, mas ninguém gosta dum projecto falhado.
Ninguém gosta de correr e não cortar a meta.

1.7.06

A essência da verdadeira «gaja» (parte 2, um pouco mais machista agora)

Um homem devia tratar a sua «gaja» como trata o seu carro: uma vez por ano, devia levar a mulher à revisão, uma espécie de centro de inspecção, estilo fábrica de linha de montagem, com especialistas, médicos e dermatologistas a tratar do assunto, a inspecionar a suspensão, o nalguedo, as marofas, a cremalheira e o coxado. Depois, o relatório final: "Olhe, a mulher é sua? - pois, não, sabe, é que a sua mulher não passou na inspecção, tem a mama esquerda descaída, mais dois pneus na barriga que o ano passado, a pele da cara tá a precisar duma pinturazita, mas por isso até passava, agora a suspensão é que está mesmo mal, as pernas parecem duas pás de presunto e o cu, ou melhor, o real cagueiro é tão grande que ultrapassa os limites estabelecidos para este tipo de veículo pesado; nem sequer usa aquela placa de veículo longo. Olhe, vai ter que pô-la num ginásio ou então pô-la a dar umas voltas de bicicleta pela montanha acima, "portantos", a ver se aquilo vai ao sítio e depois volte cá. Um abraço. Próximo!!"

Um mês depois, 30 quilos a menos e um cuzinho arrebitadinho como uma rola e eis que a «gaja» sai da linha de inspecção triunfante e aprovada para mais um ano de estrada, muitos quilómetros para fazer da cozinha para a marquise.

A essência da verdadeira «gaja» (parte 1)

Só há dois tipos de gajas que ninguém gosta de sair com elas: gajas que falam pelos cotovelos, incluíndo um longo monólogo sobre o "ex" e gajas que não abrem a boca nem para limpar o resto do big mac que ficou no canto. Mas, se forem ambas «boas como o milho» retiro tudo o que disse até agora.